sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tão perto, quão longe não poderia estar... Depois de algum tempo lutando pelo que se quer, o ponto de chegada pode não se tornar tão bom quanto parecia. Essas etapas que nos consomem meses, anos, poderiam ser feitas em dias (não que os anos não os sejam, de forma maior...), já que a espera nos faz ansiosos e desesperançosos do que buscamos.
Parece tolo dizer, mas acho mesmo que não são os anos que nos fazem perceber as coisas, os erros, as mudanças... E sim o nosso tempo. O meu tempo me faz perceber se foi ou não tempo demais, se sou agora o que era no segundo anterior, se o meu futuro é amanhã ou já é hoje...
Infelizmente não tenho as certezas de agora tão verdadeiras quanto as de ontem, ou de amanhã. E vice-versa, versa-vice. Será mesmo que o tempo que espero está aqui agora? E se...?
Sempre anseio as respostas que não consigo me dar. E elas pesam demais.
Se por um segundo estamos no chão, por que no próximo não estaremos no ar?Ou fora do.
E não há leitor que atenda a tantas dúvidas servidas. Mas há os que lêem. Só.
Por que não ser só mais um copo de vodka na mesa de um paraíso? Destilada. Deste lado.
Não é bem o que parece ser.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

É... Mais um dia na terra de João Ninguém. Porque esse mundo não me pertence. Ainda não ousei. Em meio a tantas palavras ditas, prefiro acreditar que todas são menores que meu pequeno quintal de desejos.
Espero poder, daqui alguns anos, crer e viver o que me afoga agora. Estive presa por tanto tempo que já não sei quanto tempo mais vale a pena.
Quem sabe um dia eu termine esse. Ou não.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Se esse vazio que me faz estar tão cheia de tudo sumisse, continuaria achando que meu coração pulsa descompassado com a melodia que escolhi...
Talvez por ser diferente e tão certo... Ou por estar tão carente do desafeto...
Escolhi a alma, o gozo, o pranto soluçado, a verdade que me estampa. Me rendo aos pudores de qualquer paisagem que me faça questionar o tanto, e o muito, e o sempre.
Estive pensando nos caminhos que se abrem à minha frente, mas pouco me importa quais são eles, vou continuar trilhando a meu modo, sem notar a direção ou as placas.
E se anoto improvisos, uso apenas o rascunho, porque não faço questão de seguir novamente o mesmo roteiro. Quero o infinito real, a fixação, o anseio e todas essas tardes que me deixam serenamente aliviada.
No rosto, o riso da noite passada, no coração a outra metade que me coube.
E o resto do texto que não escrevi por essas linhas...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Se o importante é a alma, qual é o valor disso tudo?
Por que não a vida ao ar livre, a brisa no rosto e as mãos entrelaçadas?
Estar é difícil, mas continuar depende de cada um. O meu eu me chama para o lado de lá, junto ao teu, onde quero ficar.
Se os erros são os mesmos, os acertos virão também. As chances nós criamos, o destino nos leva. Se amamos já não importa dizer o que convém.
Dueto de um só ser. Inspiração, lutas contra mim mesma, expiração...
O fim faz parte de um novo começo. Sentir você, parar no tempo. Demasiada fantasia do ser. Alguns minutos a mais e tudo se quebra. Fragilidade inconsciente.
Com tanto mundo, tanto erro, tanto muito...Quanto nada. Há um vazio, há uma porta. Oco sem chave.
O caminho não consiste numa abertura e uma noite. São dois eus num só pensamento, formado em : _Oi, também existo!
Te encontro por aí, preencho o que lhe mentem, digo-te as verdades e expulso fantasmas de quando o nunca era tão perto.
Agora que te arrumas para mais um, pensa bem... Um trago, um gole, um cheiro. Se não tem algo que vale mais, entrego agora os pontos. Vai, goze mais essa vez. Mais tarde a ânsia passa, os carros vão, as ruas param e você sempre estará aí...Diariamente.
Às voltas por um caminho nunca percorrido.Florescendo pelo meu rosto o ardor do verão, o inverno esquecido de tédio. Quando não estou aqui, tua companhia me completa, me deixa segura de ser, e apenas ser me basta.Ao oceano restante, espalho a satisfação do nosso corpo suado,e, aos que queiram saber, deixo escapar o gozo. Se a alegria da alma transborda, não me culpe por estar tão junta deste contentamento. Bastasse uma lágrima para tua eternidade e eu choraria. Enquanto escuto teu som, me faz bem estar parada. E se por uns instantes esse meu riso exceder o teu limite, me volto ao pranto dos amantes que se calam. Me faz bem teu ar de não saber o que dizer...E o de dizer tudo. Extinção do silêncio que gritava dentro de mim.

terça-feira, 3 de março de 2009

Por uns instantes a lei é outra, e como numa sustentação do insustentável, precisamos dizer a que estamos aqui. Qual a função do ser e a loucura da mente? É um brinde ao imperfeito, que caminha a passos tortos para a perfeição. A atração dos corpos e o transe na alma. A verdade oculta dentro de si mesmo. Quando estamos aqui, a realidade grita e os ecos já não são as perturbações de sonhos de areia . A idade da alma desmente a do corpo.

* E quem procura e não encontra??É um mal? Por que não dois?Quando fazemos as contas, sempre vai sobrar um e faltar outro..E esses nunca vão se encontrar..Porque é fato que um lado não encontra o outro, assim como as faces da moeda..E sempre a existência vai estar lá, provando q nem tudo são flores.. Mas que até mesmo as flores tem espinhos..E tudo sempre vai ferir minha'lma, escorar minha face e derramar meu pranto.Santo tanto pranto..E canto..Canto..

* Um dia vai estar ali do lado e eu direi: Bom dia..Nada mais breve que um despertar sozinho..Valsa a dois, mentira triangular...Como faz pra te ter? E se me perco, como me encontras?E se me encontras, como digo que não sou eu?E se não sou...o que é que eu fiz com essa vida?Me perdi.. ou te? Dorme que amanhã o dia vem.. Fulgaz ou tranquilo, alegre ou triste, despertará ou não..Hoje não, só quero amor...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Suspiro... Metástase de amor... Recolhimento do eu sozinho...

Por dentro dessas nuvens se vão sonhos. Os sonhos que outrora me fizeram real- eu que nem ao menos imaginava existir semelhante felicidade. As promessas foram esquecidas e em qualquer canto que tentes procurar tristeza, lá estarei sorrindo e procurando encontrar razões para a infelicidade dos solitários.
Qualquer um diria estar certo de minha loucura, mas apego-me a certeza de que tudo corre tão bem quanto as águas de um rio, que vai lento e abraça gentilmente as entranhas do desconhecido. Me deixo levar pela brisa, e o que valeria mais? Um sopro de ar fresco na face e um grito estancado pelo tocar dos lábios. Força maior sobre mim.
Seria sim mais fácil abrir os olhos, mas quem me garante sucesso? Prefiro esperar assim: sonhando com as possibilidades de uma vida calma. O ardor na alma é só para deixar o suspense achar que predomina. Entendo que na espera possa haver dores e anseios mal aproveitados, mas continuo.
Quem disse que seria um erro esquecer as angústias? Não concordem com os tolos, eles vem para o seu lado, tentam te fazer desacreditar e andam cantando vitória por teus fracassos. A única alegria é aproveitar o tempo. E quanto maiores os sonhos, mais tempo se dorme.
Não me chame ao chão.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Quem dera fosse eu a dona dessa criação... E ter ao lado desse desfecho o grande estopim de vitória. Que fosse merecido, porque merecimento me completa. Que seja com intensidade porque adoro quando abala, me rompe, me arma. E assim fazendo desse meu acervo a história do que não é, me despeço da triste ironia de não ser quem sempre fui. Meu corpo quando balança, deixa cair pelo caminho as lembranças, desesperanças, espaços sem o preenchimento da tua virtude. Essa parte do meu peito que palpita sem te ter, é a mesma que esqueço de aquecer quando me vejo viva. Me falta o sopro da eternidade quando não estou em ti. Me sobra tanto quando lembro...
Talvez saber de tudo não esteja no plano mais alto, ou quem sabe o plano mais alto já tem o que lhe cabe. Não sou tão indispensável. E pensei que por não ser, me sobraria a morte da vida, essa que enfrento todos os dias sem ter o calor desse inverno. Inferno?
Ser o que não fui, estar onde me perdi, permanecer no chão que me rompe( ou se...).
Não me passa pela cabeça desistir, que isso desisto de fazer... Mas a grande chave desse eterno pensar me leva a crer na dúvida do amanhã. Tanta falta do nada. Espaço das manhãs que não preenchi, enxente do eu que me possui.
Criei frestas entre os dedos, deixei escapar alguns segredos, mas sempre que posso, guardo um pouco do meu eu cansado. Um dia ele há de valer. E se assim for, assim seja.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Que algum outro eu me procure. E se me achar, que seja cedo para a última ceia.
Se não me encontra, desperta a rigidez nesse coração em pedaços.
A parte de fora já me cansa. O ideal é desnecessário, mas me cabe um bom amante. O espírito ofusca o ser. Semblante calmo, alma em chamas. Amor sem cerimônias, corpo de mal-me-quer.
Tantas horas passando e o encontro das terras não vingarão. O virgem acaba com a ânsia, queima por fora o que contruí por dentro. Gela por dentro o que desmorona por fora. Coito interrompido.
Lá fora o vento acena mais uma novela de horror. Amor já não entra em cena.
Não mais os barcos à deriva. Jamais a emoção bestificou tanto um só ser.
Rapte-me, capte-me, adapte-me.
Te jogo, me encho, nos extinguimos. Sem ter sido, sem ter estado.
Desacelero. Meu rumo segue. Não te persigo.
Amar mais que ser amado.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Desnecessário...Necessidade. Pra que tantos passos se não te mostram a direção? As estradas que por dias tentei seguir me levaram ao encontro do nada - esse que tanto me assustou. Assisti ao jogo dos erros sem querer crer que eles permaneciam nesse íntimo que jurei intocável. Participei da valsa, cantei todos os mares, cresci com desilusões..Mas esse que me esmaga hoje, já tem seu lugar garantido em minhas veias. Acampamento de verão, inverno, outono.. Primavera vermelha. Onde quer que eu esteja, onde quer que eu te encontre, não precisarei sair desse lugar - já me basta a dor dos idos. Foram tantos desencontros de mim mesma, que já sei onde me encontrar quando me escondo.. Pode parecer óbvio, mas minhas armadilhas estão apontadas para mim. Ser de guerra, luta, invasão. Sertão de pedras. Céu de meia estação, coração, coração. Alma? Por dentro me dói. Sentimento corrosivo de ser meio tua. Ou meia - não me passa coisa pior. Não me cansa transparecer, continuo sendo o que tu vês. Participo da dança das almas, lavo meu corpo e desperto alguns maus caminhos. Não que seja necessário você aqui, mas que essa desnecessidade tua me mata. Esquerda, direita, infinito em vão. Nada dura para sempre.