domingo, 2 de junho de 2024

Fui erro.
Lutei contra mim.
Fui tempestade.
Atravessei barreiras.
Fui inocência.
Suprimi meu real.
Fui guerra.
As granadas me deixaram em fragmentos.
Fui sonho.
Renasci todas as manhãs.
Fui teimosia.
Arrastei meus medos.
Fui solidão.
Me encobri para que nem eu mesma me achasse.
Fui reza.
Esbravejei contra todas minhas convicções.
Fui silêncio.
Os gritos abafados sucumbiram.
Mas fui eu.
Vivaz, real, inquieta, tenaz.
Tudo o que poderia caber na insana ganância de vida, tomei para mim. Pra lá dos tormentos que acolhi, ainda sou eu. Mesmo com as premissas de ser mais, melhor, maior, fico com o pequeno espaço que me compete. O inteiro de mim.

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